Entre os dias 19 e 23 de maio, cerca de mil pessoas, entre representantes de populações indígenas e ribeirinhas, movimentos sociais, organizações da sociedade civil e pesquisadores, realizam o Encontro Xingu Vivo para Sempre, em Altamira (PA).
Objetivo geral do encontro Criar um movimento unificado na bacia do Xingu para dialogar a respeito das grandes ameaças (desmatamento, envenenamento dos rios, grandes projetos econômicos) e potencial (florestas preservadas, diversidade cultural dos povos da bacia) para manter sua integridade.
Objetivos específicos
- Identificar as principais ameaças à integridade ambiental da bacia do Rio Xingu e as conseqüências para os povos da região (índios e não índios), no tocante a perda de biodiversidade (com conseqüências alimentares para as populações tradicionais), conflitos fundiários, perda do acesso a água potável, envenenamento e assoreamento dos rios.
- Analisar mais detalhadamente por que querem (e quem quer) construir as hidrelétricas, quantas são (ou podem ser), em que estágio se encontram analisando o caso de Belo Monte e do inventário do Xingu e ainda quais as conseqüências (tanto das PCH quanto das grandes) para a vida das pessoas e para a biodiversidade.
- Discutir o que pode ser feito nesses casos em específico, detalhando quem são os interlocutores para cada um (Pequenas e Grandes Hidrelétricas). Análise da viabilidade econômica e jurídica do atual estudo de inventário do Xingu. O direito de consulta prévia aos povos indígenas em todos os casos que lhes afetem (o que é e como funciona)
- O que já vem sendo feito para que o Xingu seja um lugar melhor para se viver com investimentos em desenvolvimento aliado a preservação ambiental e a melhoria da qualidade de vida das populações experiências concretas e projetos locais sustentáveis.
- Consolidação da articulação das populações da Bacia do Rio Xingu.
Participantes Líderes de movimentos sociais e indígenas, especialistas no tema energia e hidrelétricas, procuradores do Ministério Público Federal e membros do governo devem participar do evento. Foram convidados representantes da Eletronorte, da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Funai (Fundação Nacional do Índio) e de alguns ministérios.
QUERO DENUNCIAR A MENTIRA QUE O JORNAL NACIONAL DA TV GLOBO DIVULGOU EM REPORTAGEM HOJE, 21/5/08: AO MENCIONAR O OCORRIDO ENTRE ALGUNS ÍNDIOS E O REPRESENTANTE DA ELETROBRÁS, A EMISSORA DISSE QUE O EVENTO TRATA-SE DE UMA AUDIÊNCIA PÚBLICA DISCUTINDO A INSTALAÇÃO DA USINA DE BELO MONTE, OMITINDO O VERDADEIRO NOME DO ENCONTRO – XINGU VIVO PARA SEMPRE -, OMITINDO TAMBÉM A ABRANGÊNCIA DO ASSUNTO, BEM COMO DE SEUS PARTICIPANTES.
Vindo de quem vem e, analisando as forças para as quais esta emissora, historicamente, representa, essa postura não surpreende.
Que fique aqui registrado, pelo menos.
500 anos de terror e a história continua a mesma. Longa vida aos movimentos de resistência indígena, camponesa, quilombola, popular !
Tenho acompanhado aqui de Belo Horizonte Minas Gerais a luta de vocês, por aí vivi e morei durante 7 anos, ano que vem termino o Bacharelado de Direito e desejo retornar para o meio da companheirada. Esta mensagem tem o objetivo de dar força e coragem na luta em defesa ao meio ambiente.
Atualmente atu ana agenda 21 e sou um dos coordenadores do Forum Mineiro de Dirteitos Humanos e Coordenador Regional da Pastoral dos Direito Humanos da Igreja Metodsita em Minas e Espírito Santo.
Abraço Fraternal. Pastor Lúcio